Guia para uma ida menos desgastante à Bienal
19 Abril, 2007
Fui à Bienal do Livro ontem. Não sei porquê fui, deveria ter ouvido às milhões de (péssimas) impressões que outras pessoas tiveram ao ir antes de mim e ter ficado em casa.
Sei que acabei indo - sempre fica uma pontinha de esperança de que a Bienal vai ser legal (na teoria, era pra ser mesmo) e que eu vou poder comprar um mooonte de livros por um precinho mais em conta. É, não foi nada disso que aconteceu. Não senti prazer em estar lá, minha pernas começaram a doer, a fome começou a bater (embora tenha me empanturrado de pipoca antes de ir pra lá), os preços começaram a ficar muito caros (creio que eles sempre estiveram) e os livros desinteressantes (o que é algo extremamente frustrante).
E foi por isso tudo, e por ser uma menina legal e que pensa nos outros também, que eu resolvi dar algumas dicas para quem ainda sonha que essa Bienal do Livro não está falida e que pensa em passar por lá.
1) Ir à Bienal para tentar fazer a assinatura de uma revista por um preço promocional pode ser uma boa opção, digamos que os preços estão razoáveis. Mas se seu foco são realmente os livros….então o melhor seria se você passasse longe dos stands de venda da Carta Capital, Revista Educação, Revista História e por aí vai. E melhor, passar o mais longe possível ouvindo música no seu mp3 (não sei porquê pensei em dizer walkman, mas creio que isso é coisa da idade da pedra), com a mão engordurada com alguma comida e fazendo uma cara muito, muuuuito feia e brava que é pra afastar os vendedores insistentes, insuportáveis, chatos, que gritam no seu ouvido e que vem com argumentos baratos. Sinceramente, se eu passasse por mais um stand de venda de QUALQUER revista ontem, eu ia ter um troço. Será possível que a pessoa não sabe vender? Será possível que ela pensa que vai conseguir um comprador por insistência??? É de irritar que de stand em stand uma ente me venha oferecer a assinatura da ” melhor revista do brasil” da pior maneira possível. Tenha santa paciência…
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2) SE vai à Bienal sem um livro ou um autor em mente, desista. Naquela bagunça de stands mal organizados, bagunçados e com livros empoeirados você dificilmente vai conseguir encontrar (é nessas horas que uma Siciliano ou uma Civilização Brasileira me fazem falta: ar condicionado funcionando, livros arrumadinhos e bem cuidados, e cadeiras para tornar a leitura ainda mais prazerosa).
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3) Se vai à Bienal, saia alimentado de casa. Não vale muito à pena pensar em fazer um lanchinho rápido por lá. Os funcionários das lanchonetes e “restaurantes” são tão irritantes e mal educados quanto os vendedores de assinatura de revista.
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4) Se você vai à Bienal de carro, é melhor preparar a paciência e a notinha de dois ou até cindo reais: os guardadores de carros estão a todo vapor e espalhados por tudo quanto é canto, prontos para ” tomar conta do seu carro, dôtora”.
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5) Se tá de tédio, vá à Bienal. Aproveite e leve seu vizinho, primo ou irmão, mas só se ele(a) tiverem até 7 anos de idade. Afinal, nessa Bienal HOR-RO-RO-SA você só encontrar stand de livros para eles. E nem vale pesquisar: todos os livros estão em todos os stands e com quase o mesmo preço.
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6) E, por fim, se você é uma pessoa muito nervosa e se lhe é recomendado o exercício da paciência, vá a Bienal.
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** Aaaaaah! tenha santa paciência…fico escrevendo isso com um certo ar de leveza ou de tô-nem-aí, mas, sinceramente, estou revoltada. Depois as pessoas se queixam de que tão poucas pessoas lêem. Ô, não é pra menos, né? Com esse incentivo…
ps: fotos tiradas do google e do corbis (www.corbis.com)
28 Abril, 2007 at 10:33 pm
Marta, amei! A mesmíssima impressão que tive.
28 Abril, 2007 at 10:35 pm
Vou pôr lá no seiscentos cafés.
28 Abril, 2007 at 10:55 pm
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