Diálogo entre a estagiária e o chefe:

Ele: rapaz, essa dengue vai pegar todo mundo, se ligue viu, Maria?
Eu: pois é, até acho que minha irmã está, tadinha…

…pausa….

eu: e isso pega?
ele: hein? como é que é? Ah, sim claro…não, veja só, pega com o bichinho lá..
eu: não isso eu sei. tô perguntando se pega no contato..não sei, mas me bateu esta dúvida agora..
ele: ahhh, assim não. quer dizer, a não ser que ela te morda.

Oo

Homens x Mulheres

23 outubro, 2007

“Tudo vai bem, mas tem uma coisa que sempre dá errado. Você diz, ‘tá errado’, você insiste, ‘tá errado’, você se desespera, ‘tá errado e não agüeeento mais’, ele vai lá e começa a consertar.Aí você se aborrece porque não tem mais do que reclamar. Vá entender mulher. “ 

 Agora a revanche:

 “As mulheres são mais irritáveis do que os homens porque os homens são mais irritantes do que as mulheres” 

Verdade ou mentira? 

Fonte: ticcia.com/ millôs fernandes

Fora Gerúndio!

9 outubro, 2007

Governador proíbe, em Decreto, uso do gerúndio no DF 

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), tomou uma decisão que chamou a atenção de quem leu a edição desta segunda-feira do “Diário Oficial” do distrito: demitiu o “gerúndio” de todos os órgãos do governo. O decreto com a nova medida também proíbe o uso do gerúndio por desculpa de “ineficiência”. O governador está fora de Brasília e não pôde comentar a nova medida.

O gerúndio é uma das formas nominais do verbo, formada pelo sufixo “ndo” que indica continuidade de uma ação. O uso do gerúndio se tornou comum e demonstra imprecisão de uma atitude como, por exemplo, “vou estar verificando” em vez de “vou verificar”.

———

>> Bem, eu achei ótima a decisão! Só seria melhor se o decreto valesse aqui na Bahia também…se bem que…me perdoem meus conterrâneos, mas aqui nem o gerúndio o povo se dá ao trabalho de falar: aqui preferem um tempo verbal que qualquer gramática desconhece e que tem a incrível terminação “-no” – fazeno, comeno, olhano e por aí vai…

heheh..lamentável!

Desde ontem a banda inglesa Radiohead está oferecendo a pré-venda de seu novo CD “In Rainbows” em seu site. Até aí, outras bandas também lançaram seus novos álbuns na internet. Mas o Radiohead fez algo novo e diferente. É você quem decide quanto quer pagar pelo álbum dos caras. O mínimo é equivalente a US$ 0,45, valor cobrado pelo cartão de crédito para debitar algo na sua fatura. Ou seja, menos de R$ 1 pelo novo CD. Isso se você decidir que ele vale apenas alguns centavos. Se for fã deles, pode pagar o quanto quiser. A escolha é toda sua.
O download começa pra valer no dia 10. Antes disso é possível apenas encomendá-lo. O grupo também está lançando uma caixa especial com o CD que está sendo lançado, discos de vinil, CD com músicas extra e fotos.
A decisão do Radiohead aponta uma tendência interessante, que vem sendo apontada há algum tempo. A era das bandas ligadas a gravadoras acabou. Qualquer artista hoje é mais independente que nunca. Num tempo em que os álbuns chegam antes aos torrents do que às lojas, é impossível frear o compartilhamento de arquivos pela rede. Os CDs estão fatalmente fadados às prateleiras e às caixas perdidas em casa. Ao permitir o download de seu novo CD a qualquer preço, o Radiohead oferece uma via legal para que as pessoas ouçam sua música sem pagar R$ 20 ou R$ 30 por um disco de plástico com 14 músicas. Quem gostar mesmo da banda, gastará muito mais que isso em shows.
A lógica é semelhante ao que a NBC fez há duas semanas, liberando o episódio da semana para download gratuito na internet. Se não é possível brigar com a pirataria, algumas pessoas estão enxergando meios inteligentes de sobreviver a ela. Perceberam que é preciso dar um passo a frente, em vez de insistir em estratégias do passado.

|| Do site da Revista Época:http://www.eblog.globolog.com.br/

Coisas da Marta

4 outubro, 2007

piaba. pipoca. obstáculo. crachá. cutícula. blog. papel. tronco. fronha. lápis. política. crônica. inglês. holandês. francês. percepção. calendário. situação. fraldário. computador. boeing. entretenimento. borboleta. ouvido. decreto. namorico. mixirica. mangostão. fofoqueira. grampeador. estirpe. box. desodorante. sabonete. xampú. esponja. companheiro. arrogante. trópicos. carburador. suporte. forte. rascunho. dendê. ticket. chuchu. peregrino. mola. dezessete. marta. parta. cobertor. criado-mudo. meretíssimo. inexorável. inoxidável. formidável. chinfrim. cangote. xexelento. feculento. deveras. fraudulento. desmoronamento. paciência. asterisco. obelix. vovô. cegonha. chiclete. grudento. impecável. sortido. mesclado. apadrinhado. sufocado. tarado. rascunho.

e por aí vai…

…Quem me conhece sabe: eu simplesmente a-d-o-r-o reparar na sonoridade das palavras.

“Landslideando”

1 outubro, 2007

Sempre fui uma excelente filha. Não, isso não é mentira, não é achar que sou o que sei que não sou, é ser verdadeira mesmo. Não que eu seja perfeitinha, que não cometa erros, que não sinta raiva de minha mãe e do meu pai algumas (muitas) vezes, ou que não me revolte contra o sistema “eu te sustento, então me obedeça” ou ” a casa é minha, quem manda aqui sou eu”.

Eu simplesmente sei que sou boa filha e, talvez, eu só seja assim porque, seilá, porque Deus quis que eu nascesse com uma personalidade pré-disposta pra isso mesmo; e, sinceramente, não há grande coisa em ser assim, senão ter a satisfação de saber que se é uma boa filha – o que quero dizer é que não culpo propriamente ou tão facilmente as más filhas por serem más filhas, nem vanglorio tão facilmente as boas filhas por serem boas filhas, mas isso é assunto pra outro post.

Enfim!

O fato é que até as boas filhas sentem vontade de xingar às vezes ou batem a porta do quarto pra fazer zuada e irritar o pai/a mãe; até as boas filhas enfrentam os pais às vezes, contam uma mentirinha às vezes, se irritam às vezes, têm personalidade e lutam por seus direitos e por suas concepções muitas vezes. E não há nenhum espanto nisso, porque boa ou má filha, todo mundo é humando e perde a linha de vez em quando (ou acha a tal linha de vez em quando).

O que me irrita em ser boa filha, em ser a princesinha da casa, a disposta eternamente a colaborar, a incapaz de levantar a voz, a responsável, a que faz o supermercado quando a mãe viaja, a que toma conta de irmão mais novo, a que paga as contas, a que ver se o motorista comprou o pão, se tem vale transporte pra a empregada ir para casa, que sabe administrar bem o dinheiro que tem, que sai com o namorado e sempre volta pontualmente no horário combinado, a organizada, a limpinha… é o preço que se paga por ser assim.

Quem se fez boazinha uma vez,  se faz boazinha eternamente. E é triste carregar esse preço de ter que atender sempre às expectativas, de sempre ter que acertar ou, quando errar, errar em coisa pequenas. 

É péssimo perceber que querendo ajudar, querendo manter a boa relação e o bom funcionamento do lar, se cometeu o pior erro do mundo: se submeter demais, se privar demais e questionar as decisões maternas e paternas muito pouco.

Mas, por outro lado, não acredito que seja solução ser má filha, que só assim não se viverá com a pressão da expectativa, já que ninguém espera nada muito bom (ou absolutamente nada) de uma má filha. Não acho que ser rebelde demais seja a solução, ou seja melhor que ser boa filha demais. Até porque se a boa filha paga o preço de ver as pessoas esperarem dela sempre as melhores atitudes, a má filha paga o preço de sempre ser mal olhada, mal interpretada, e sofrer com a implicância daqueles que geralmente sofrem mais diretamente com suas atitudes – seus pais. 

O que quero dizer é que gosto de ser boa filha, de agradar os meu pais…há vantagens e prazeres em ser boa filha, afinal! Mas todo esse prazer em ser legal, em agradar, não tira de mim uma sensação de injustiça (ainda maior do que o sentimento de raiva) ao saber que, assim que eu cometer um erro um pouquinho além do corriqueiro, vão me julgar tão duramente e cruelmente como se eu tivesse cometido erros graves sucessivamente e que, por isso, fosse uma má filha.

Injusto.

Injusto, sem ter cometido erros além do normal para uma filha de 19 anos, eu ser obrigada a encarar a cara feia da minha mãe só porque eu finalmente resolvi enfrentá-la por acreditar que em nenhum momento eu estava errada, já que não fui eu que impus conceitos loucos, regras sem nexo, nem acusei levianamente ninguém de estar agindo do jeito que estava só por que eu achava que ela tinha bebido, nem mexi na bolsa dos outros enquanto a dona da tal bolsa estava no banho e, muito menos, não virei as coisa e fui embora, simplesmente determinando sozinha o fim da discussão por falta de argumento.

Acho completamente injusto me tratarem como má filha, sendo que ambos sabemos que sou boa filha. Não dá para me tratar com desprezo e com mágoa, ou ficar dizendo para todo mundo que não tem mais filhas, somente um filho e pronto. É ridículo, é infantil, é chato…magoa.

E eu não mereço ser magoada assim porque nada mais faço do que tentar ser legal dentro dos limites normais do “ser legal sem ser falsa, hipócrita, ou negativamente submissa”. Eu simplesmente quero que eles entendam que eu  continuo querendo ser a boa filha que sei e que eles sabem que eu sempre fui, e que crescer, ter consciência, assumir valores, responsabilidades,  e contruir sua própria visão de mundo não impede que isso aconteça..

Só queria um pouco mais de respeito pelo meu crescimento, pelo meu espaço, pelas minhas escolhas, por mim. Sei que não posso fazer tudo que quero na casa da minha mãe/ do meu pai, já que a casa é dela(e) e eu, como falei no início, tenho plena consciência de que, em último caso, quando faltar argumento, meu pai ou minha mãe vão lançar ” a casa é minha, quem manda aqui sou eu” e que eu terei que me submeter a isso já que a casa não é minha mesmo. Só queria que percebessem que eu posso ser boa filha e eles podem ser bons pais mesmo divergindo algumas vezes, mesmo errando algumas vezes. 

É só isso… 

Mixtape – Butch Walker

1 outubro, 2007

You say hello, inside I’m screaming I love you
You say goodnight, in my mind
I’m sleeping next to you.
You drive away from my car crash of a heart
And I don’t know…

But you gave me the best mixtape I have
And even all the bad songs ain’t so bad
I just wish there was so much more than
that, about me and you..

You talk to him, and it burns me like the sun
You talk to her, and you say that you feel
Like he’s the one
I talk to me, but you can’t hear the pain I
Feel, you don’t know..

‘Cause you gave me the best mixtape I have
And even all the sad songs ain’t so sad
I only wish that there was more than
That, about me and you..

(bridge)
Oh, don’t turn around and say bye again
Yeah it crushes my head when you call me your friend
And I’m not the same person from back in the day
In the back of the class that you thought was gay
No I can’t find the words ‘cause I lost them the minute
They fell out my mouth and it’s love and I’m in it
So give me your lips and just let me kiss ‘em
And let’s get messed up and listen to probably..

The best mixtape I have
And even all the bad songs ain’t so bad
I just wish there was so much more than
That, about me and you

 || Fofinha a música, não? Trilha de uma das melhores séries da atualidade: One Tree Hill